11 setembro 2017

Resenha: A Melodia Feroz

Título: A Melodia Feroz - Monstros da Violência #1
Autora: Victoria Schwab
Editora: Seguinte
Gênero: Distopia | Fantasia
Ano: 2017
Páginas: 384
Skoob

A Melodia Feroz foi o primeiro livro que eu adquiri através da malinha do Turista Literário e foi o único que li até o momento. 

Quando as meninas do Turista divulgaram as dicas do mês de maio, eu estava torcendo para que fosse esse o livro escolhido, e fiquei muito feliz por saber que meu palpite estava certo. Então é claro que as expectativas estavam altíssimas, mas demorei um pouquinho para me sentir conectada a história e aos personagens.

Kate é uma garota problema. Já passou por alguns internatos e de todos foi expulsa. Ela deseja viver na cidade com seu pai, e dará o seu melhor - ou pior - para conseguir voltar para lá. E bem, depois do seu último feitio seu pai acaba aceitando que ela volte a morar com ele. 

August é um monstro, mas detesta ser um. Ele é superprotegido por sua família, mas deseja poder ajudá-los e ajudar a Cidade Sul de alguma forma, e é por isso que quando Kate volta para a cidade V (Veracidade) ele é designado a ficar de olho nela.

Para o sucesso do plano de seu irmão, Leo, August terá que fingir ser Freddie, um humano, e ir para o outro lado da cidade, já que a mesma é dividida.

"August assentiu, embora passasse quase todo o seu tempo com medo. Medo do que era, medo do que não era, medo de se revelar, medo de se tornar outra coisa, medo de se tornar nada."

A cidade é dividida em duas partes, Note e Sul. Sul é comandado pelo pai de August, Henry, e o Norte pelo pai de Kate, que é a favor da violência. Os dois lados entraram em um acordo alguns anos atrás, mas há uma revolução iminente, e talvez apenas um acordo não seja o suficiente para manter os monstros controlados.

Temos três espécies de monstros. Os corsais e os malchais vivem na Cidade Norte, comandados por Callum, o pai de Kate, e temos também os sunais, que vivem na Cidade Sul e lutam pela paz.  

August se sente deslocado sendo um monstro que suga a vida das pessoas. Ele é um Sunai - um dos monstros mais temíveis e raros - e mesmo correndo o risco de ser descoberto, ele acaba se aproximando de Kate na escola. Eles criam um vínculo, mas a cada dia que se passa Kate fica ainda mais desconfiada sobre quem é o verdadeiro "Freddie" e o que ele esconde dela. 

Kate é uma garota muito esperta e acaba fazendo algumas pesquisas e conclui que sua intuição estava certa. Freddie, ou melhor, August, é um monstro, e ela precisa levá-lo até seu pai para provar mais uma vez a sua lealdade por ele, mas talvez nem isso seja capaz de fazer com que ele a note... Só que nem tudo saí como o planejado. 

"Somos os atos mais sombrios transformados em luz."

Confesso que pensei em desistir de A Melodia Feroz. Estava bem desanimada com a leitura e com o rumo da história, mas depois de ler as primeiras 150 páginas, a leitura fluiu e eu não consegui deixar o livro de lado. Muita ação e surpresas. OMG! 

Kate me surpreendeu muito no decorrer da história. Ela é uma garota sábia e isso será essencial para que possa sobreviver em meio a armações, traições e mentiras. Foi interessante ver a ligação que ela sentia por Freddie, e foi ainda mais interessante quando a verdade veio à tona. 

August com certeza é o meu personagem preferido da história, e estou muito ansiosa para saber o que acontecerá no próximo livro. 

A Melodia Feroz me surpreendeu!
Um livro que fala de violência, maldade, e em como tudo isso pode criar monstros. É isso mesmo gente, os monstros de Veracidade surgiram através de assassinatos, crimes, e massacres. Adorei o universo criado pela Victoria Schwab

E se inicialmente eu estava completamente indecisa se concluía ou não o livro, agora estou completamente ansiosa pela sequência. Que final! 

E não poderia deixar de mencionar o quanto a edição está linda. Narrado em terceira pessoa, nos vemos cada vez mais envolvidos com a história e com os personagens.

Adorei! 
"[...] – Por que quer tanto ser humano? Nós somos frágeis. Somos mortais.
  – Vocês vivem. Não passam todos os dias sem saber por que existem sem se sentirem reais, por que parecem humanos mas não são. Não fazem de tudo para serem boas pessoas para a vida vir e jogar na sua cara que nem pessoas vocês são."

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