Resenha Do Filme: Extraordinário


Título: Extraordinário | Ano de Lançamento: 2017 | Direção: Stephen Chbosky | Distribuidor: Paris Filmes

Eu não sei fazer resenha técnica sobre filme. Tão pouco sobre livros. Falo o que sinto e ponto final. Isso pode agradar, mas tenho o palpite que quando se trata de um lançamento, as pessoas esperam críticas profissionais sobre tal obra.

Me sinto meio que deslocada nesse sentido, mas hoje estou me perguntando: "será que os críticos se emocionaram ao assistir esse filme? Se sim, como deixaram suas emoções de lado para avaliarem a obra?"

O filme Extraordinário foi baseado no livro homônimo de R. J. Palacio. Li o livro em 2013 ou 2014, não lembro ao certo. Foi uma leitura transformadora. A história fictícia foi descrita de uma maneira tão perfeita, tão real, que fiquei tocada. O livro conseguiu me tocar de alguma forma, de um modo muito positivo.

Assim sendo, entrou para a lista dos favoritos, se tornando uma leitura inesquecível. Desde o dia que li, nunca consegui me esquecer do núcleo dos personagens, dos preceitos do Senhor Browne. Terminei a leitura chorando, não de tristeza; de emoção em me deparar com um enredo tão profundo e inspirador.

Domingo, ao ser convidada para assistir ao filme no cinema, minha questão era: será que conseguiram captar a essência inspiradora do livro?


August Pullman (Jacob Tremblay) é um garoto de dez anos que, até então, nunca havia frequentado uma escola. Sua educação sempre fora por conta de sua mãe, Isabel Pullman (Julia Roberts). Isso se deve ao fato de o garoto possuir uma doença genética rara, que lhe trouxe deformidades faciais intensas. 

Agora, ele precisaria começar a estudar numa escola comum, como todos os garotos normais. Mas será que conseguiria lidar com os olhares das outras crianças?


Talvez estejam se perguntando "por que me interessaria por um filme que traz as dificuldades de um garoto diferente em seu ano escolar?". Não te julgo. Na verdade, se não fosse pela capa do livro, eu jamais teria me interessado. Acontece que Extraordinário é muito mais que isso. E não estou falando apenas do livro, me refiro ao filme também.

O filme conseguiu captar totalmente o enredo do livro, sendo um verdadeiro presente para os leitores, e talvez um gancho para que outras pessoas leiam a história também.

Auggie não é um garoto comum e pelo fato de ser diferente, precisou aceitar que as pessoas o olhariam de forma diferente. Ele consegue perceber os olhares, ele identificá-os. E ao invés de se revoltar e se isolar, como seria comum de acontecer, ele enfrenta e tenta mostrar o seu interior. Ahhh e o interior de Auggie Pullman é a coisa mais bela que a ficção inventou. 

Toda essa construção de Auggie está completamente relacionada à sua estrutura familiar. Ele tem pais maravilhosos, porém imperfeitos; que erram; que por vezes protegem demais. Quando li o livro, os pais de Auggie foram justamente os que mais me cativaram; e estava ansiosa por saber se Julia Roberts e Owen Wilson fariam jus à minha imaginação. E a resposta? Mil vezes sim.

Estou ainda mais apaixonada por esses personagens.

Ainda falando do núcleo adulto, o Senhor Buzanfa (Mandy Patinkin), diretor da escola de Auggie, me encantou mais no filme que no livro. Casos raros! 

As crianças não fizeram por menos. Jacob Tremblay parece ter saído das linhas direto para as telas, junto com a doçura de Summer, interpretada por Millie Davis, bem como a crueldade em desenvolvimento de Julian, tão bem interpretado por Bryce Gheisar.

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Via Pullman (Izabela Vidovic), irmã de Auggie, também protagoniza cenas que emocionam. Irmãos mais velhos como um todo irão se identificar em alguns momentos. 

No livro, lembro que ficava ansiosa pelas aparições e os preceitos do Sr. Browne (Daveed Digs). Não acho que ele teve grande destaque no filme, mas isso não é um ponto negativo. 

Assim como o livro, o filme inspira e toca. O enredo mexe de uma forma surreal dentro da gente; é uma daquelas obras que faz com que você sinta vontade em ser melhor por dentro. 

Nada que você ler sobre ambos, filme e livro, vai condizer com o que realmente são. Termino minha resenha dizendo que todos deveriam conhecer a extraordinária história de Auggie Pullman. Meus olhos ficaram marejados o tempo todo, ora por emoção da história, ora pela felicidade em ver meu livro favorito tão perfeitamente adaptado.

É um filme EXTRAORDINÁRIO. Sem mais.

Trailer:



P.S. para quem já leu o livro:
♥ Assim como o livro, podemos ver algumas partes do enredo sobre a visão de outros personagens; 
♥ A cachorrinha Daisy nos enche de ternura no filme também;
♥ Temos os devaneios de Auggie, que deixa tudo ainda mais triste e mais alegre, na mesma medida;

P.S. 2:
♥ Estou apaixonada por todo o elenco infantil do filme, saí da sala ainda mais louca para ser mãe;
♥ Não, não chorei com o filme. Mas confesso que segurei as lágrimas, já que ao meu lado tinha um cara grandão que ficava a todo momento espiando se eu estava chorando. Era uma competição silenciosa de quem conseguiria controlar as lágrimas (e eu ganhei);
♥ Ao final do filme, você será invadido por uma vontade tremenda de abraçar todos da sala.

2 comentários:

  1. Olá Taty, eu li extraordinário e amei, mas ainda não assisti o filme, mas todas resenhas que vejo que todos dizem que o filme é tão bom quanto o livro, então eu acho que vou gostar muito!
    Estante Clássica

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    1. Oi Nívea! O filme é tão bom quanto o livro, pode acreditar.
      Beijos

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